Por que Análise?
Falar não é apenas informar alguma coisa a alguém. Quando falamos de nós, estamos também procurando um lugar para aquilo que dizemos. Por isso, a escuta importa.
“Toda fala pede uma resposta.”
(Jacques Lacan, “Função e campo da fala e da linguagem em psicanálise”, 1953)
Dispor-se a receber pacientes é pôr-se em escuta.
A clínica realizada no consultório é de referência psicanalítica (Freud e Lacan).
Todos os atendimentos são individuais e iniciam-se por meio de uma entrevista / consulta.
Mais que uma terapia pela fala, a Psicanálise é uma terapia pela escuta.
Ofereço uma escuta sensível e ativa, aliada às técnicas e referenciais teóricos.
“O relacionamento com pessoas leva-nos a cair na tentação da auto-observação”
(Franz Kafka, "Considerações sobre o pecado, o sofrimento, a esperança e o verdadeiro caminho")
Quando procurar uma psicóloga ou psicanalista?
Como muitos dos sintomas psíquicos não são visíveis e verificáveis a todos, esta dúvida é muito comum. No entanto, a sociedade está cada vez mais atenta aos sofrimentos relacionados à saúde mental, por conta de seus efeitos nas relações profissionais e pessoais. É possível mesmo afirmar que como sociedade estamos vivenciando uma crise psíquica.
A decisão em procurar um profissional da Área implica em assumir para si mesmo a existência de um problema (sintoma ou mal-estar difuso ou generalizado) e que precisa de um profissional que possa ajudar a entender e enfrentar tal problema.
Os problemas e conflitos fazem parte dos seres humanos. A indicação para consultar um profissional se dá quando você não consegue ver uma saída e o problema ou conflito inicial acarreta outros, tais como: sofrimento, angústia, tristeza excessiva, indisposição para o trabalho ou cuidado de si mesmo, isolamento, excesso de raiva, entre outros.
Atualmente a vida moderna nos apresenta muitas exigências: são imperativos de alegria, bem-estar, saúde, beleza, de uma vida completamente plena. É difícil encontrar lugar para a tristeza ou o luto. Nota-se uma ilusão de liberdade sem rédeas, de uma suposta independência de tudo e de todos, onde muitas vezes é difícil identificar o que se é, o que se quer e deseja.
Ou seja, parece cada vez mais difícil identificar se o que fazemos o fazemos porque queremos ou se fomos induzidos a escolher tal estilo de vida. Assim, produzem-se sintomas tais como sentimento de insuficiência e desamparo, impotência, a carência de referências, a “depressão”, o “stress” , a “ansiedade”, o “pânico”.
Tudo tem sido para ontem, “tempo é dinheiro” e os sujeitos são convocados a responder rápido e de forma “correta” ao que a sociedade impõe. As ações são cada vez mais individualistas em detrimento da subjetividade.Diante disso, muitas terapias são oferecidas no sentido de uma adaptação ou readaptação à realidade social ou às exigências da vida, visando diminuir os conflitos, muitas vezes desconsiderando os motivos do adoecimento e deixando de lado a pergunta: o que você quer fazer com isso?